Curta nossa página no facebook.

Cidade de Cáceres registra 46 novos casos de Hanseníase em um ano .


Em 2012 foram notificados 57 casos de Hanseníase em Cáceres sendo 46 novos, isto significa que há cerca de dois casos por 10.000 habitantes no município, continuando hiperendêmico e sem sinais de esgotamento de casos. "O Ministério da Saúde preconiza um índice de cura de 90%. Em Cáceres a cura alcançada no município foi de 80% (base de dados coletados no ADPS e PSF) e em tratamento existem 42 pacientes que receberão alta no ano de 2013”, explica a chefe do Ambulatório de Dermatologia do Hospital O Bom Samaritano, Rose Costa.

Ela acrescenta que em 2012 a Secretaria Municipal de Saúde realizou campanhas focadas no combate e controle e na buscativa de casos novos. O Brasil tem como meta a ser alcançada até 2015 diminuir para pelo menos 1 caso por 10.000 habitantes. 

As ações têm apoio DAHW – Organização Alemã de Assistência aos hansenianos e tuberculosos e do Hospital “O Bom Samaritano” através capacitações para acadêmicos de enfermagem e profissionais de saúde pertencentes grade municipal e da região incluindo fisioterapeutas, odontologos, farmacêuticos, bioquímicos.

As ações, incluindo palestras em empresas privadas, divulgação da mídia e indicações médicas resultaram encaminhamentos de novos casos ao ambulatório de Dermatologia localizado no Hospital “O Bom Samaritano”.

A Hanseníase é uma das mais antigas doenças que acomete o ser humano. As referências mais remotas datam de 600 a.C. e procedem da Ásia, que, juntamente com a África, podem ser consideradas o berço da doença. É uma doença infecto-contagiosa, causada pelo bacilo Micobacterium Leprae, transmitida geralmente pelas vias aéreas, podendo ocorrer em qualquer idade, sexo, raça ou gênero, ocasionando sequelas graves, resultando em deformidades caso a pessoa não procure o tratamento em tempo hábil. Após iniciado o tratamento a pessoa não transmite mais a doença. Alguns fatores, como o uso de água tratada, prática de saneamento básico, condições habitacionais confortáveis, podem diminuir a ocorrência da doença.

As pessoas quando diagnosticadas com a doença deve realizar o tratamento corretamente de acordo com a classificação operacional, pois somente assim não transmitirá o bacilo para outra pessoa, é importante ressaltar que a hanseníase tem cura e a medicação é oferecida gratuitamente a população nas unidades de saúde mais próxima a sua residência.

De acordo com o Ministério da Saúde, “quando diagnosticada e tratada tardiamente pode trazer graves conseqüências para os portadores e familiares, não só pelas lesões que os limita fisicamente, mas pelas repercussões psicossociais, em decorrência de preconceitos, medos e rejeições por parte da sociedade.” 

Os principais sintomas e sinais de hanseníase são manchas esbranquiçadas ou avermelhadas que apresenta alteração de sensibilidade, além de nervos engrossados ou doloridos, caroços, dores nas juntas, queda de sobrancelhas e cílios, local na pele com ausência de suor.

Caso alguém apresente algum desses sintomas ou sinais deve procurar a unidade de saúde mais próxima ou ambulatório de dermatologia (Hospital “O Bom Samaritano) para esclarecimentos e realizar o exame de pele. E também a pessoa que reside ou já residiu com portador de hanseníase deve procurar a unidade de saúde onde o mesmo realiza ou realizou o tratamento para ser avaliado pela equipe de saúde.

Atualmente no Brasil a doença é considerada prioridade pelo Ministério da Saúde, visto que a região Centro–Oeste é endêmica, sendo Cáceres município prioritário para o desenvolvimento de ações estratégicas de combate a hanseníase.

Nenhum comentário:

Postar um comentário


Saiba mais clicando aqui